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DIABETES, O MAL DO SÉCULO
Pra todos que tenham diabetes ou conheçam alguém com essa doença chata que exige cuidados médicos, insulina e/ou remédios orais, exercícios e reeducação alimentar. Troquem idéias sobre a doença e discutam como a vida com diabetes pode ser mais saudável.
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MÁ NOTÍCIA
8/4/2008
- 20:29:20
Conta bem salgada
Os médicos advertem: o diabetes pode afetar a saúde do seu bolso. Segundo uma pesquisa americana com 1.300 diabéticos nos Estados Unidos, divulgada no jornal especializado Diabetes Care, quem tem a doença, seja do tipo 1 ou 2, falta mais ao trabalho que seus colegas saudáveis. As chances de estar empregado também diminuíram. E aqueles com complicações trabalhavam em média 3,2 dias menos a cada duas semanas. As conseqüências em determinados casos chegaram a comprometer até um terço da renda anual.
Diabetes: uma assassina silenciosa
1/4/2008
- 22:54:17
O mal que já atinge cerca de 200 milhões de pessoas em todo mundo aparece de forma despercebida e acomete jovens, adultos, idosos e gestantes. A grande maioria dos portadores não sabe que tem a doença Por Maristela Orlowski Ele chega sorrateiramente, de modo silencioso. Não escolhe sexo, nem idade. No mundo, cerca de 200 milhões de pessoas convivem diariamente com ele. O Diabetes mellitus é uma doença silenciosa, sem sintomas, que acomete jovens, adultos, idosos e gestantes. É o terceiro mais grave problema de saúde no mundo, perdendo apenas para as doenças cardio-circulatórias e para o câncer.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o diabetes é a sexta doença que mais mata, respondendo por 25 mil óbitos anualmente. Aqui, há 11 milhões de pessoas com o problema.
De cada 100 adultos, pelo menos sete têm diabetes. Já na população acima de 60 anos, o número é ainda mais preocupante: de cada 100 pessoas, 20 são portadoras da doença. O grande problema é que a maioria, cerca de 50%, não sabe que é portadora da doença.
Quando os sintomas aparecem, os níveis de açúcar no sangue já estão muito acima do normal, ocasionando inúmeras complicações crônicas, como cegueira, infarto do miocárdio, problemas na circulação, insuficiência renal e hipertensão arterial. Em casos graves podem ocorrer também impotência sexual masculina, neuropatia, ulcerações, infecções, gangrena, com conseqüente amputação dos membros inferiores, e morte. Um exemplo disso ocorreu com a dona de casa Iracema Nunes Pires, de 85 anos. Convivendo há 20 anos com o diabetes, Iracema conta que nem fazia idéia que sofria do mal quando começou a ter problemas de circulação. “Quando descobri que tinha a doença tive que mudar totalmente meu estilo de vida, principalmente a minha alimentação”, relembra. “Não foi fácil deixar de comer doces”, brinca. “Agora que tem tudo diet e light é mais fácil”, acrescenta.
De acordo com o endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João César Castro Soares, o diabetes é uma doença que preocupa, já que o tratamento depende do estilo de vida e cuidados adotados pelo paciente para evitar complicações. Com o objetivo de divulgar mais informações sobre complicações do diabetes e o impacto que a doença ocasiona na vida das pessoas, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) lançou em 2005 a campanha “Cuide dos seus pés: evite amputações”.
Segundo Soares, atualmente, o número de amputações causadas pelo diabetes é muito alto. Conforme dados da Associação Nacional dos Diabetes, a cada 30 segundos ocorre uma amputação de membros inferiores em conseqüência da doença e cerca de 40% a 70% de todas as amputações de membros inferiores são decorrentes do diabetes. “A prevenção e o diagnóstico são de suma importância e o cuidado adequado com os pés reduz significativamente o risco de amputação”, explica Soares. “A grande maioria desse tipo de complicação é precedida por úlceras nos pés”, complementa o endocrinologista.
Causas
O Diabetes Melitus é causado pela deficiência parcial ou completa de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo controle do nível de glicose ou açúcar no sangue. Essa deficiência impossibilita que a glicose seja absorvida pelo organismo e, como conseqüência, o indivíduo apresenta hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue).
A partir daí, desencadeia-se uma série de fenômenos que caracterizam a doença, tais como: glicosúria (a glicose excessiva é eliminada pela urina, tornando-a doce); poliúria (a pessoa urina mais que o normal); polidipsia (a pessoa tem mais sede e passa a ingerir líquidos exageradamente); emagrecimento e fraqueza devido à falta de energia que provém da glicose. Embora não tenha cura, o diabetes não impede o paciente de levar uma vida normal. Para isso, é necessário um diagnóstico precoce e acompanhamento médico. É importante também, a realização periódica de exames para a verificação da taxa de glicose no sangue, cuja taxa normal é de 60-100mg por 100dl de sangue.
Diagnóstico
Para detectar a doença basta fazer o exame de glicemia (dosagem de açúcar no sangue) e de glicosúria (dosagem de açúcar na urina). O teste de glicemia é o mais importante e direto, além de ser simples. Consiste em retirar uma gota de sangue do dedo e aplicá-la sobre uma tira reagente que indicará uma determinada cor conforme o nível de açúcar no sangue. Há dois tipos de diabetes: o diabetes tipo-I ou insulino-dependente e o diabetes tipo-II ou não-insulino-dependente. No primeiro caso, não há produção de insulina no organismo, já que as células responsáveis pela sua produção foram destruídas. O tratamento consiste em injetar insulina subcutânea diariamente. Atinge principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens e é responsável por 10% dos casos totais de diabetes.
Já no segundo tipo, há produção de insulina, porém ela não é aproveitada de maneira correta. Não se sabe a verdadeira causa desse tipo de diabetes, mas a hereditariedade tem grande importância. Atinge adultos acima de 40 anos, e responde por 90% dos casos. Está intimamente ligado à obesidade, no entanto, isso não quer dizer que todos os obesos serão diabéticos. O tratamento consiste de dieta balanceada e exercícios físicos regulares, para reduzir o nível de gordura e controlar a glicose. Às vezes, é recomendado o uso de medicamentos, como hipoglicemiantes orais para o controle do açúcar no sangue.
Recomendações
É recomendável que o paciente diabético, além de tomar os comprimidos ou injetar a insulina na medida correta, faça uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares. Uma alimentação rica em fibras auxilia no controle do colesterol e do diabetes. Portanto, opte por frutas cruas, verduras, legumes, cereais integrais (arroz, farinha de trigo), pão integral. Evite a ingestão de geléias, mel, chocolate, doces, refrigerante comum, bebidas alcoólicas, suco de frutas industrializados, tortas, pudins e biscoitos recheados. Além disso, dê preferência às carnes brancas, como peixes e aves.
Segundo Soares, a grande novidade que promete acabar com o sofrimento dos diabéticos está prevista para chegar ao mercado brasileiro ainda neste ano: as insulinas inaladas. Outra promessa são as pesquisas com as células-tronco. Segundo estudos, existe a possibilidade de que elas possam dar origem às células produtoras de insulina. “Até lá, cabe aos diabéticos se cuidarem da melhor forma possível, utilizando-se de técnicas e medicamentos disponíveis e, principalmente, de uma dieta saudável e equilibrada”, finaliza o endocrinologista.
Serviço: Unifesp - Escola Paulista de Medicina R. Coronel Lisboa, 826 - CEP: 04020-041 – São Paulo, SP -Tel.: (11) 5085-0199
Sociedade Brasileira de Diabetes Rua Afonso Brás, 579, salas 72/74 - Vila Nova Conceição - CEP.: 04511-011 - São Paulo, SP – Telefax: (11) 3846-0729 - e-mail: secretaria@diabetes.org.br
DIABETES : história, sintomas e tratamento
3/30/2008
- 09:36:48
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Foi no ano 70 da Era de Cristo que o médico Areteu da Capadócia, na Grécia, descreveu a doença DIABETES, palavra grega que quer dizer sifão!
O grande médico observou que a diabetes é a doença dos quatro Pês. Apesar dos diabéticos comerem muito (polifagia), terem muita sede (polidipsia), beberem muita água e produzir muita urina (poliúria), cada vez ficavam mais fracos e emaciados (poliastenia) e entravam quase sempre em coma antes da morte.
Era uma doença grave e misteriosa, porque apesar da fartura de alimentos que entravam pela boca, as energias corporais desfaziam-se e saiam pela urina! Todas as calorias que entravam por cima, (pela boca) saíam por baixo, (pela urina), fazendo do corpo humano um verdadeiro sifão ou diabetes!
Actualmente a maior utilidade do sifão está nas pias de lavar a louça e nas bacias das retretes.
Nos Estados Unidos da América a diabetes está em terceiro lugar como causa de mortalidade. Em primeiro plano estão as doenças cardíacas e em segundo as cancerosas.
Existem cerca de quinze milhões de diabéticos na América, mas mais se sete milhões nem sequer sabem que têm diabetes. Os Estados Unidos são o país que tem maior percentagem de diabéticos por ser a nação no mundo com maior percentagem de pessoas gordas!
Provar a urina
Desde Areteu -- num período de 1600 anos -- a medicina não adiantou mais nada sobre o estudo da diabetes. Só em 1670 é que o médico inglês Thomas Willis descobriu, provando a urina dos diabéticos, que ela era "muitíssimo doce, cheia de açúcar". Cinco anos mais tarde o Dr. Mathew Dobson verificou tratar-se realmente de açúcar.
Em 1815 o médico M. Chevreul confirmou que o açúcar específico na urina dos diabéticos era a glucose. Por esta razão os médicos passaram a usar a prática de meter o dedo dentro do penico, para provar a urina dos doentes. Desde essa altura a doença passou a chamar-se "diabetes açucarada" ou "diabetes mellitus". A palavra "mellitus" é latina e quer dizer "mel ou adocicado".
Foi em 1889 que dois cientistas alemães, Von Mering e Minkowski, descobriram que o nosso pâncreas produz uma substância, ou hormona, capaz de controlar o açúcar no sangue e evitar os sintomas da diabetes.
Língua da barriga
Onde está o pâncreas no nosso corpo? Está no abdómen ao nível do umbigo, atrás do estômago. Pâncreas é uma palavra grega que quer dizer "esponjoso".
Quem quiser saber o tamanho e aspecto do seu pâncreas, basta colocar-se em frente dum espelho, abrir muito a boca e deitar a língua toda de fora. A nossa língua tem uma configuração anatómica muito semelhante ao nosso pâncreas. Por isso podemos chamar ao pâncreas a língua da barriga...
Em 1869, Paul Langerhans, alemão, finalista de medicina, descobriu que o nosso pâncreas era uma glândula que possuía um milhão de pequeníssimas ilhas. Em 1893, o cientista francês Gustave Laguesse sugeriu que essas ilhas -- hoje chamadas "Ilhas de Langerhans" -- deviam ser onde se produzia a substância anti-diabética para controlar o açúcar. Como se veio a verificar mais tarde a hormona anti-diabética, tão importante para a saúde, é de facto, produzida pelo milhão de ilhas do pâncreas -- e como em latim ilha é "insula" -- os cientistas resolveram baptizar essa substância de INSULINA que quer dizer: "que vem das ilhas"!
Mas a maior descoberta sobre a diabetes foi feita em Julho de 1921, quando dois investigadores canadianos, Frederick Banting e Charles Best, de Toronto, conseguiram extrair insulina do pâncreas de um cão normal e injectá-la noutro cão, ao qual tinha sido tirado o pâncreas, portanto diabético, confirmando assim que a insulina controlava o açúcar no sangue! Em 1923, Banting e os seus associados receberam o Prémio Nobel da Medicina.
Em 1922, a Universidade de Toronto assinou um contrato com o Laboratório El Lilly para extrair insulina dos pâncreas dos porcos e das vacas, colhidos nos matadouros. Finalmente começou a haver Insulina Regular (de porco e de vaca) para satisfazer as necessidades dos diabéticos.
Em 1936 surgiu a Insulina de absorção Lenta, permitindo, deste modo o controle da diabetes, na maior parte dos casos, apenas com uma injecção por dia. A insulina tem que ser injectada porque se for ingerida é destruida pelo ácido clorídrico do estômago.
Desde 1955 começou a usar-se pastilhas (sulfanilureias) para se controlar a diabetes nas pessoas com mais de quarenta anos. As pastilhas não produzem insulina. Fazem, sim, com que as ilhas do pâncreas lancem cá para fora, para a circulação, mais insulina, fazendo baixar o açúcar.
Qual é a altura normal do açúcar no sangue? Deve ser entre 70 e 120 miligramas de glucose. Recomendamos, como método prático, a seguinte fórmula: juntar 100 pontos à metade da idade da pessoa. O total indicará o valor normal mais alto de açúcar que esse indivíduo deve ter.
Chavezinhas
Mas como é que a insulina controla a glicemia ou açúcar no sangue? Antes de respondermos a esta pergunta temos que saber primeiro o que é uma célula. O melhor exemplo de uma célula é um ovo de galinha que é composto por três partes: (1) a gema ou núcleo, (2) a parte branca ou citoplasma, e (3) a casca ou membrana. Mas a casca do ovo tem dez mil buraquinhos que são precisos para o pintainho antes de nascer respirar (receber oxigénio do ar e eliminar anidrido carbónico e vapor de água), durante 21 dias, o tempo que leva para sair da casca.
Todas as células do nosso corpo (num total de uma centena de triliões) têm também: (1) um núcleo, (2) citoplasma, e (3) casca ou membrana com milhares de buraquinhos para que os elementos essenciais possam entrar em cada célula. Um dos elementos que TEM que entrar em todas as células é o açúcar chamado glucose. Mas o açúcar não pode entrar através dos buraquinhos ou poros da membrana sem a ajuda da insulina! A insulina é que tem que abrir todos os buraquinhos, isto é, tem que actuar como se fosse chavezinhas muito pequenininhas para que o açúcar glucose possa entrar dentro de todas as células. Se não houver insulina todas as células ficam desesperadas ao verem-se, paradoxalmente, cercadas de açúcar e serem forçadas a passar fome! É como os marinheiros no mar salgado: água por todos os lados, sem uma gota para beber! Deste modo, como o açúcar não pode ser utilizado pelas células, passa a aumentar no sangue e o excesso é eliminado pela urina, obrigando por sua vez a pessoa diabética a comer mais e a beber mais, aparecendo como consequência todos os sintomas clássicos da diabetes ou sifão.
É bem certo o ditado hipocrático que "nós cavamos a sepultura com os dentes". Os doentes diabéticos são o perfeito exemplo desta filosofia médica, porque quanto mais comem e mais bebem, pior ficam, encurtando por isso a vida!
Há dois tipos de diabetes: tipo I (geralmente nos jovens) -- tratado com dieta e insulina. Tipo II (nas pessoas com mais de 40 anos) -- tratado só com dieta, ou com dieta e pastilhas.
Ultimamente (1995) apareceu mais um medicamento (em pastilhas) chamado Glucophage, (500 miligramas uma ou duas vezes por dia) que está a dar bons resultados no tratamento da diabetes.
Revisão
Vamos fazer agora uma revisão da informação acima descrita. A glucose ou glicose, é o açúcar, isto é, a energia necessária para o nosso corpo possa funcionar normalmente. O açucar é como se fosse a gasolina no automóvel. Se chega muita gasolina ao motor do carro, o motor afoga-se e o carro não anda. É a mesma coisa que acontece quando o açúcar no sangue está muito alto. Se a gasolina não chega ao motor o carro também não anda, porque não recebe a energia necessária para o motor andar. É semelhante ao que acontece quando a acúcar desce muito abaixo do valor normal (70 miligramas) e a pessoa pode entrar em coma. Para a ressuscitar temos que injectar nas veias dextrose (açúcar) para a pessoa recuperar os sentidos e voltar a si. É como se fosse um verdadeiro milagre!
Curioso: tanto a insulina como as pastilhas actuam ao nível dos buraquinhos (poros) de todas as células do nosso corpo, mas de maneira diferente. Vejamos.
(1) Como acima dissemos a insulina actua como sendo chavezinhas que abrem os poros das células de todo o corpo para que a glucose ou açúcar possa entrar dentro de todas as células e ser usada, normalmente, como energia.
(2) As pastilhas de sulfanilureia actuam também nos buraquinhos ou poros como se fossem chavezinhas, mas nas células Beta das ilhas de Langerhans, permitindo que a insulina produzida dentros das células possa sair cá para fora e entrar na circulação geral e depois fazer o serviço da insulina, isto é, abrir os poros de todas as células do nosso corpo para que o acúcar possa entrar em todas as células
(3) E como é actua o novo medicamento Glucophage? Também actua nos poros de todas as células, isto é, tem um efeito semelhante à insulina, permitindo que acúcar possa entrar dentro das células dos músculos e portanto permitindo o nosso corpo usar a energia, o acúcar, contriuindo assim duplamente: fazendo baixar o nível do acúcar no sangue e ao mesmo tempo permitindo o uso da energia do acúcar utilizado pelas células musculares. Às vezes convém a combinação das pastilhas de sulfanilureia (Micronase) -- que actuam no pâncreas) com a novas pastinhas Glucohage, que actuam nos poros de todas as outras células para que o acúcar possa entrar nas células musculares.
A diabetes é uma doença que não dói, mas se não for bem controlada, causa ferrugem nas artérias do coração, do cérebro, dos rins, dos orgãos genitais (impotência) e nos pés, podendo chegar à gangrena.
Todos nós temos que usar todos os dias o sifão da retrete. Espero que esta mensagem médica -- "diabetes é igual a sifão" -- sirva para alertar todos vós (quando forem ao quarto de banho e tenham que usar o sifão da retrete que isso lhes sirva de lembrança para fazerem um exame de sangue e verificar se têm ou não diabetes e para todos aqueles que já são diabéticos compreenderem que a dieta é o pilar mais importante para controlar a diabetes açucarada.
Quero terminar com um facto positivo. Está mais que demonstrado: se um diabético seguir à risca a dieta e o tratamento médico pode ter uma longevidade saudável e normal! http://www.dightonrock.com/diabetes_historia1.htm
Quais os sintomas do diabetes?
3/29/2008
- 22:47:54
Os sintomas do aumento da glicemia são:
- Irritabilidade.
- Infecções freqüentes.
- Alteração visual (visão embaçada).
- Dificuldade na cicatrização de feridas.
- Formigamento nos pés.
- Furunculose.
Os sintomas muitas vezes são vagos como formigamento nas mãos e pés, dormências, peso ou dores nas pernas, infecções repetidas na pele e mucosas.
PROCURE SEMPRE UM MÉDICO
Cada um é... cada um
3/29/2008
- 22:43:28
Sabe aquelas pessoas que fazem tudo errado e, ainda assim, exibem um corpo invejável ou se vangloriam de seus exames médicos perfeitos? Pois é, elas têm a força. Da genética
O Diabetes Mellitus
3/29/2008
- 22:34:54
O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crônica, caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. Esta alteração se deve à falta ou ineficácia da ação da insulina, hormônio produzido e secretado pelo pâncreas e responsável pela regulação da glicose no sangue – glicemia. O mau funcionamento do órgão gera o excesso de produção de glicose e, consequentemente, o diabetes, envolvendo complicações no metabolismo dos carboidratos, dos lipídios e das proteínas. O diabetes é classificado em dois tipos: o DM1 (Diabetes Mellitus tipo 1) e o DM2 (Diabetes Mellitus tipo 2). O DM1, anteriormente chamado de insulinodependente, ocorre com maior freqüência em crianças e adolescentes e é caracterizado pela interrupção repentina na produção de insulina, o que pode levar até ao coma diabético. O DM2, anteriormente chamado de não insulinodependentes, caracteriza-se pela diminuição progressiva da secreção do hormônio. Este é o tipo mais freqüente de diabetes e chega a representar cerca de 90% dos casos. É observado que, entre os pacientes diabéticos, a maioria apresenta quadro de obesidade, indicando uma forte relação entre as duas patologias.
Nem a mais, nem a menos
Não é somente o excesso de glicose no sangue que preocupa a população. A baixa da glicemia, ou hipoglicemia, pode levar à convulsões, ao coma glicêmico e até ao falecimento, caso não seja diagnosticada. Pessoas com hipoglicemia apresentam, por exemplo, sintomas como calafrios, tonteiras, sonolência, tremores e visão embaçada. Entre as causas da hipoglicemia estão as altas doses de antidiabéticos orais ou insulina, o atraso nas refeições, o jejum ou a ingestão de pouca comida e a exaustiva prática de exercícios. Já a alta da glicemia, ou hiperglicemia, favorece o desenvolvimento de complicações como cegueira, infarto, derrame cerebral, gangrenas, doenças renais e impotência sexual. Os pacientes com hiperglicemia apresentam sintomas como excesso de sede, urina em grande quantidade, fraqueza generalizada, emagrecimento, náuseas e vômitos.
O diagnóstico
Glicemias de jejum superiores a 126 mg/dl, repetidas no máximo duas vezes e glicemias acima de 200 mg/dl, identificadas casualmente a qualquer hora do dia, comprovam o diabetes. Em ambos os tipos da doença, os sintomas aparecem quando a taxa de glicose no sangue já está alterada, tornando necessário um tratamento. O DM1 surge de forma repentina, mas o DM2, na maioria dos casos, é diagnosticado tardiamente. “No tipo 2, a lentidão da instalação da doença e a ausência de sintomas anteriores à alteração na taxa de glicose permitem a evolução do quadro em até dez anos, sem diagnóstico. Os exames são justamente realizados em decorrência do aparecimento das complicações tardias, características da hiperglicemia”, alerta Dra. Kassie.
fonte: http://www.saorafaelprevidencia.com.br/revistaCiclo/revista.asp?secao=35&ano=2001&cod=194
LEIA COM ATENÇÃO...
3/29/2008
- 18:26:31
Como sabemos, o diabetes é uma doença crônica, você morrerá com ela mas não necessariamente dela! Para isso é preciso ter um controle rigoroso da glicemia e um acompanhamento médico adequado. Vá ao médico.
Tipos
3/29/2008
- 15:05:38
Considero estranho este negócio de falar que o diabetes tipo 2 está sempre associado à obesidade e a maus hábitos alimentares. Não no meu caso! Eu não sou obeso e nem estava sedentário quando fiquei diabético. Por isso, cada vez mais, penso que tenho diabetes MODY. Até mesmo pelas características. Agora mesmo, li no Portal Diabetes uma matéria sobre diabetes 1,5, ou diabetes duplo, que têm características do tipo 1 e do tipo 2 e vem surgindo em crianças. Também se fala num possível diabetes tipo 3, na revista Sabor & Vida - Diabéticos de janeiro, que seria o mal de Alzheimer.
Parece que ainda estamos longe de decifrar “todos os mistérios” dessa complexa doença.
Dez passos para uma alimentação saudável
3/29/2008
- 15:02:54
1. Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Não pule refeições.
2. Inclua diariamente seis porções do grupo de cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca (também conhecida como macaxeira, ou aipim) nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.
3. Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três a quatro porções de frutas nas sobremesas e lanches (divido ao longo do dia).
4. Como feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e é ótimo para a saúde.
5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação, torna esses alimentos mais saudáveis.
6. Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina. Fique atento aos rótulos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans.
7. Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos e biscoitos recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
8. Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio), como hambúrger, charque, salsinha, lingüiça, presunto, salgadinhos, conserva de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.
9. Beba pelo menos dois litros de água por dia (de seis a oito copos). Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
10. Torne sua vida mais saudável, pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite bebidas alcoólicas e fumo. Mantenha o peso dentro dos limites saudáveis.
Fonte: site Tio Julião (www.tiojuliao.diabetes.org.br)
Procure, sempre, um profissional especializado
3/29/2008
- 14:59:56
Vou postar aqui alguns dos comentários que recebo, com a respectiva resposta. A Mirtes, 23 anos, está preocupada com o irmão, diabético tipo 1, de 29 anos, e me encaminhou a seguinte mensagem:
“Eu queria saber como ajudar meu irmão. Ele tem 29 anos e tem diabetes mellitus tipo 1 e ele não faz uma alimentação correta. Ele refere que comida diet é muito ruim e eu queria saber como eu poderia fazer um cardápio semanal legal para ele, que não seja muito caro. Meus irmão são tudo para mim, por isso que eu peço que responda, eu queria poder levá-lo no dia mundial do diabete, mas em São Caetano é contra mão de onde moramos. Espero respostas, agradeço desde já e uma boa noite.”
Mirtes, entendo a sua preocupação. Meus irmãos também são muito importantes para mim. Somos em cinco. Olha, em primeiro lugar, para você ajudá-lo, ele precisa querer ser ajudado. Aqui, neste espaço, eu coloco algumas dicas de produtos diet que são muito bons. Talvez ele tenha um preconceito em relação à alimentação dietética. Eu não sou médico, nem nutricionista, sou só uma pessoa com diabetes, compartilhando a minha experiência.
Procure a Associação Nacional de Assistência ao Diabético, a Anad, marque uma consulta para ele com um endocrinologista. Lá, eles também tem atendimento psicológico, nutricionista, entre outros profissionais que podem auxiliá-lo. Outra sugestão é procurar a Liga de Controle da Diabetes da Faculdade de Medicina do ABC, telefone: (11) 4393-5400.
Uma dieta interessante para ele talvez seja a “contagem de carboidrato”. Com a contagem, é possível fazer uma alimentação bastante equilibrada, econômica e com a inclusão de alguns docinhos, de vez em quando. Mas só quem pode orientar e montar o cardápio com base na necessidade de seu irmão é um endocrinologista.
Entre o no site da Anad: www.anad.org.br e informe-se.
Controle glicêmico e alimentação
3/29/2008
- 14:57:28
A Hildete deixou o seguinte comentário:
“Minha diabetes está 107, o que posso fazer para que volte a ficar 99 ou menos? Tem alguma tabela de alimentos a seguir?”
Prezada Hildete, você precisa consultar um médico. A partir do seu histórico, ele vai poder orientá-la sobre a sua alimentação, ou encaminhá-la ao nutricionista. Mas, veja, não é o seu diabetes que está 107, é a sua taxa glicêmica de jejum, ou glicemia de jejum. Esta é que deve estar até 99 para os padrões normais. Para um diabético, a taxa de 107 é considerada uma boa glicemia de jejum. A pós-prandial, ou seja, duas horas após a alimentação, estando na faixa até 146 está ótima.
Para um controle maior, o básico é: cuidado com os carboidratos, prefira os compostos, feitos com farinha integral aos carboidratos simples, como massas brancas, pão francês, arroz branco, entre outros. Componha o cardápio com pães integrais, granola light, frutas, uma de cada vez ao longo do dia. E a minha médica orientou-me: “sempre que comer um carboidrato, combine com uma proteína”. Ou seja, se comer macarrão, que seja acompanhado de um frango grelhado, por exemplo. E não esqueça de praticar atividade física. Meia hora de caminhada por dia vai regular melhor a sua glicemia de jejum.
Mais informações, como acesso a tabela de contagem de carboidrato, a tabela de índice glicêmico, entre outras, acesse:
Anad - www.anad.org.br
VIVER COM DIABETES
3/29/2008
- 13:31:13
Ser portador de diabetes não é lá muito fácil, mas até que dá para conviver bem com a doença. É só tomar alguns cuidados básicos, restringir alguns prazeres e procurar o lado doce da vida bem longe do açúcar. Como? Vamos ver se descobrimos juntos
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